terça-feira, 6 de março de 2012

Mimimi de férias!

Poizé. Venho comunicar que esse ser que vos escreve encontra-se oficialmente de férias. Só que não. Os pensamentos continuam borbulhando e a ansiedade é tanta para fazer valer a pena os meus quinze dias, que não consigo fazer nada. Rá! Vamos falar do ócio criativo, então.
Tenho um vício. Digitar palavras soltas nos canais de vídeo e ver o que aparece. Isso tem sido um barato, um tanto nããrd, eu sei, mas tenho descoberto cada coisa bacana! Quando encontro vídeos legais, sempre me pergunto, se um dia vou conseguir fazer algo parecido, ou pelo menos pensar em algo parecido. O problema é que as vezes esqueço como cheguei em determinado vídeo. Enfim, encontrei um bem legal outro dia, era um vídeo clipe que na verdade mostrava janelas da cidade e eu tenho fascínio pelas janelas dos prédios, principalmente pelo mistério.
Uma noite dessas, resolvi ir ao cinema. Era um sábado, aliás. Ideia estúpida a minha eu sei, porque a fila dava voltas e voltas, conclusão? Desisti. Desistimos, porque eu estava com uma amiga. Então resolvemos dar um rolê pela Augusta e desistimos, de novo. Fomos para a minha casa tomar vinho e ver filme. Touchê! Assistimos um filme (como havia descrito no Facebook): Genial, mas nem tanto. Woody Allen, mas nem tanto. Jeunet, mas nem tanto. Deu para entender?
Assistimos o longa argentino "Medianeras", que é basicamente uma crônica sobre o mundo virtual e real, sobre os encontros e desencontros e sobre o Wally. Ahnn? Sim, onde está o Wally. Foi a metáfora com mais sentido que eu já vi. Não sei se é porque eu sempre quis entrar nos livros do Wally...eu sempre me imaginei no meio daquela muvuca, até gostaria de esbarrar o Wally, mas o que me interessava mesmo, eram as histórias das pessoas que eu poderia trombar naqueles contextos malucos. Já era uma dica de como seria a minha vida nessa capital São Paulo?
Lugar onde todo mundo diz que vai combinar alguma coisa, mas não combina no primeiro (re) encontro. Cidade das pessoas amargamente silenciosas. Dos desencontros amorosos, da armadilha de querer todo mundo, ter todo mundo e não ter nada ao mesmo tempo.
Olha, eu nunca me exclui desse discurso, mas também nunca pensei em não encontrar o Wally por ai. Só que, eu acredito na distração, no acaso, na risada sem querer querendo, no olhar ao fundo e de repente descobrir que " ao fundo", existia alguém. Cidade que engole a gente, que a gente quer engolir.
Eu ainda não perdi a capacidade de chorar. Eu ainda não conheço os atalhos. Eu ainda não sei agir com descaso. Eu ainda não me sinto paulistana. E eu não sei se quero me sentir.
O mais incrível é que na multidão ou você se perde, ou se encontra da forma mais simples e pura: Sozinho. Quer dizer que então, assim sozinho, você estaria pronto para abraçar o mundo? Eu diria que sim e que não. Pronto mesmo a gente nunca está.
É uma questão de vontade, é preciso querer abraçar o mundo e poder fazer isso para mim, é felicidade. Porémmmm, como diz um hermano meu, ser feliz é uma questão de coragem e apetite.
Espero que faça algum sentido...mas se não fizer, tudo bem.
E viva as minhas férias! E viva o ócio criativo!

PS: Segue o link do vídeo dos prédios e do trailer do Medianeras!

Cold mailman - Time is of the essence from André Chocron on Vimeo.


Medianeras from trigon-film on Vimeo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sobre tudo e nada.

Acho que tenho vivido uma pegadinha eterna.
Faz algum tempo, que eu prefiro ficar em silêncio antes de concluir alguma coisa. Maldita mania, essa minha, de querer concluir coisas que não dependem de mim.
Ouvi dizer, que esse retiro que eu faço, tem nome e que não tem nada a ver com solidão, isso se chama equilíbrio. Ahhh, o que isso importa? Alguém ai deve estar pensando que eu vou começar um texto de auto – ajuda, só que não.
Primeiro, quem sou eu para fazer isso, já que as minhas soluções, são só minhas e a longo prazo vejo o quanto elas foram mal aplicadas?
Hoje pensei no tal do inferno astral e nessa coisa de fazer aniversário. Como se no dia 22 de fevereiro, o dia em que eu vou completar 28 anos, tudo fosse mudar.
Buenas, as transformações já começaram ha algum tempo e aniversários não passam de datas, meras datas e eu não discuto números. Discuto fatos.
Eu comecei o ano com um discursinho anti expectativas, mas na segunda quinzena, já me mostrei uma farsa ha-ha-ha, no bom sentido, se é que isso é possível.
A questão é que, tenho criado expectativas em relação a minha mais nova idade. Não sei explicar não, mas é como se uma Letícia que morava nas minhas costas, bem pequenina, tivesse crescido e agora está se achando o máximo e querendo tomar o meu lugar. O mais incrível, é que ela me respeita e quer deixar o melhor de mim para quando a gente precisar (sim, ela e eu), para as horas da dúvida, da dor, da tristeza. Para todas as outras horas, ela prefere ir para a linha de frente, forte e decidida a fazer tudo do seu jeito...e tudo o que deseja. Ah, os desejos!
Mas eu tenho medo (ahhhh tava demorando né, pisciana de mierda?)
Tenho medo de parecer aquelas mulheres super, hiper, ultra, mega decididas, bem resolvidas e poxa, gente assim é tão chata. É como se elas sempre pressentissem o erro, quando na verdade, confundem medo com intuição e mais, como se a dúvida nem existisse e eu não gosto de gente muito certa das coisas.
Ok, eis então um objetivo para os 28 anos! Continuar a idolatrar a dúvida com certeza. É confuso, eu sei, porém, tende a piorar.
Eu não preciso de muitas afirmações para escutar os meus sentimentos (coração é uma palavra velha). Eu escuto e pronto.
Esse post era realmente mais interessante na minha cabeça, mas tudo bem.
Hoje eu vim aqui falar sobre tudo e nada ao mesmo tempo, eu vim falar sobre as coisas que eu não aprendi a explicar. Sabe?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tiger Suit - Behind the scenes

Poizé, poizé, poizé!
Aqui estou, após uma longa pausa no blog. Confesso que não me faltou inspiração, faltou tempo bla bla bla e também não é porque estamos nos últimos dias de 2011, que estou atualizando o blog (eu e a terrível mania de me justificar,enfim). Eu não escrevi porque não quis e tudo bem, porque o blog é meu e eu escrevo quando quiser :S...Fuén.
O que me trouxe até aqui dessa vez, foi o Documentário do Tiger Suit, último álbum da KT Tunstall. Eu já tinha visto o vídeo algumas vezes....quem comprou a edição limitada ganhou o DVD, weee!! O mais legal é que um ser iluminado disponibilizou o vídeo todo no youtube!
Enfim, vamos ao que interessa: Por que você gosta tanto desse vídeo Letícia?
Buenas, eu gosto muito da KT Tunstall. Algumas pessoas só conhecem o hit mais famoso dela (som bommm) “Suddenly I see”, que foi trilha do filme “O diabo veste Prada” e de alguns comerciais brasileiros, porém, todo o trabalho dela é bem interessante e poucas pessoas conhecem, enfim, vamos aos motivos:
Acho que vivemos uma escassez de mulheres que tocam bem guitarra/violão. Temos grandes vozes e tals, mas a KT me chama atenção pela pegada, por se preocupar com todo o processo de composição e principalmente com as linhas de baixo. Costumo dizer que ela é uma banda inteira em uma só pessoa. O som dela é completo, cheio e com arranjos que particularmente muito me agradam.
O vídeo sobre o Tiger Suit, mostra como foi o processo criativo do álbum, desde a justificativa para uma pausa na carreira, até o fato dela ter escolhido mudar a banda que a acompanhava. Todo o processo passou por vários estúdios e produtores importantes para a história do rock. Só para exemplificar, uma das faixas foi gravada no mesmo estúdio (Berlin) em que David Bowie gravou Heroes. O álbum ainda tem a participação do Seasick Steve e da Linda Perry, lembra dela? Uma das caras do 4 Non Blondes.
Além das participações e dos depoimentos extremamente honestos da KT, você vai ver um curta engraçadíssimo que ela e mais duas amigas fizeram nos EUA, o tema é basicamente um conflito entre o jeito educado de ser da KT e a imagem “rock and roll” que ela quer passar, para ela, uma contradição.
Eu ainda não consigo categorizar o estilo da KT, mas arriscaria em chamá-lo de pop/folk (não me matem).
Bom, você ai deve estar pensando, cadê o seu senso crítico, sua fã de mierda?
Sim, sou realmente fã da mulher, mas devo dizer que esperava um pouco mais do Tiger Suit, esperava mais coisas do tipo “Madame Trudeaux” (o vídeo está aqui embaixo).
Quem tiver paciência, assista! Pode não ser um vídeo tão bom esteticamente, mas para quem gosta um pouco da história da KT, é uma boa pedida. Ah, e eu tenho uma promessa para 2012! Prometo não obrigar mais as pessoas que frequentam a minha casa, a assistir esse vídeo ok? hahahahah
Éilson meu povo e até ano que vem (sem garantias ok?) ☺




domingo, 30 de outubro de 2011

Não se pede desculpas pelo que se é.

Hoje li um post sobre visitar a casa dos nossos pais e assim, revisitar a si mesmo.
Fiquei longos cinco anos sem visitar a minha casa, meu quarto, minha mãe. Quando fui até lá, quase dois anos, após a minha jornada por aí...parecia que ela tinha me acompanhado de longe e que me conhecia mais do que eu mesma. Por quê? Aquele quadro do Chaplin com seu cão, pendurado na parede me descreveu em segundos. Descreveu o meu silêncio e todas as vezes que me senti sozinha.
Já se passou um ano após a minha última visita e lendo o post dessa amiga pensei se, não revisitar o meu antigo quarto, seria esquecer um pouco quem eu sou.
Acho que me reinventei sozinha e decidi que uma vida sem muitas expectativas é uma vida mais leve. Eu gosto do meu silêncio, das minhas descobertas. Gosto quando meu choro desce consciente de que não será a última vez que ele cai.
Chega uma hora, que a nossa memória dá conta, quando selecionamos o que queremos lembrar, se selecionamos.
O difícil é imaginar como o meu quarto estaria hoje. Se existe um quadro do Bresson, da chuva, dos Beatles, de Paris...Se as minhas cores estão lá,com a minha imaginação. Se o amor ainda existe.
Prefiro acreditar que a parede continua lilás, que lá existe uma cama, uma cadeira e uma cômoda com dezenas de imagens que remetem a uma infância feliz.
Prefiro acreditar que, melhor do que nada, o Chaplin ainda mora la...pendurado na parede com seu cão de guarda. Prefiro acreditar que, este quarto está trancado e não provoca lágrimas em mais ninguém.
Prefiro acreditar que aquela coragem que morava lá, carrego em mim trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Exceto quando eu volto. Por isso não voltar, tem sido a melhor solução para a minha aparente bravura.
A gente escolhe não se aproximar da dor, a gente escolhe uma história mais saudável. E eu escolhi o amor e a lucidez...por mais que não pareça.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O céu não é o limite

Poizé. O céu não é o limite. Para Roberto Freitas a astronomia vai muito além da ciência. Para o nosso personagem, o céu é sinônimo de poesia. Mais um episódio da série Retratos, no ar!

Spring Films
Direção de Fotografia: Kadu Vassoler
Produção: Fernanda Farhat
Reportagem: Letícia Fiochi
Edição: Luiz Guilherme Santos e Tiko Reis

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Entre sentidos, a imagem.

Hello meu povo!
Poizé, neste episódio da série "Retratos", apresento o personagem: Teco Barbero.
Teco é um fotógrafo, jornalista, sensível ao extremo e infinatamente capaz de tonar os seus sonhos, realidade. Fomos até Sorocaba conhecer essa figura tão especial, que encheu nosso coração de esperança... de que um dia, conseguiremos viver em um mundo mais inclusivo e justo.
Teco Barbero é um fotógrafo cego, que utiliza todos os outros sentidos para fazer o que mais ama, registrar momentos através da imagem.
Agradeço a família Barbero e todos que comentam e divulgam o nosso trabalho.

Retratos:
Direção: Roberto Leme e Kadu Vassoler
Produção e reportagem: Letícia Fiochi
Imagens: Kadu Vassoler e Teco Barbero
Montagem, edição e finalização: Jeff Reiss, Luiz Guilherme Santos e Vinícius Fonseca

O programa Retratos é uma produção Spring Films, veiculado na MLTV, www.mltv.com.br,canal Retratos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Voz aos outros: Dublagem

Poizé poizé poizé!
O programa Retratos apresenta: Rodrigo Araújo, um profissional que dá voz aos outros. O dublador conta como é emprestar sua voz para os personagens mais inusitados.
Muitíssimo obrigada a Centauro e ao Rodrigo pela entrevista!



Programa Retratos. Episódio: Voz aos outros. from Spring Films on Vimeo.